Letramento Digital na Era da Inteligência Artificial

Imagem criada com a IA da Microsolf Copilot

“O letramento digital não é apenas saber usar a tecnologia, 
mas compreender seus impactos, limites e possibilidades 
na construção de uma sociedade mais justa e crítica.” 
(Silva; Bellas, 2024)

Em um mundo cada vez mais mediado por tecnologias digitais, o letramento digital deixou de ser uma habilidade complementar para se tornar uma competência essencial. Mais do que saber usar dispositivos eletrônicos, trata-se de compreender, aplicar e refletir criticamente sobre o uso das tecnologias na vida cotidiana, no trabalho e, especialmente, na educação.

O que é letramento digital?

O letramento digital é a capacidade de acessar, compreender, produzir e compartilhar informações por meio de tecnologias digitais de forma crítica, ética e eficiente. Ele envolve não apenas habilidades técnicas, mas também competências comunicativas, cognitivas e sociais que permitem ao indivíduo atuar de forma consciente na sociedade digital.

Segundo Lima et al. (2025), o letramento digital é uma ferramenta de inclusão social e educacional, especialmente relevante para públicos como os estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), que muitas vezes enfrentam barreiras de acesso e formação.

Habilidades envolvidas

As principais habilidades do letramento digital incluem:

  • Navegação segura e crítica na internet;
  • Produção de conteúdo multimodal (texto, imagem, vídeo);
  • Avaliação de fontes e combate à desinformação;
  • Comunicação digital ética e responsável;
  • Proteção de dados e privacidade;
  • Pensamento computacional e resolução de problemas;
  • Uso de ferramentas de inteligência artificial generativa.

Essas competências são fundamentais para que o usuário não apenas consuma tecnologia, mas também a utilize de forma ativa e transformadora.

Aplicabilidade prática

Na experiência do usuário, o letramento digital se manifesta em ações cotidianas como:

  • Criar apresentações escolares com ferramentas online;
  • Utilizar assistentes virtuais para organizar tarefas;
  • Participar de fóruns e redes sociais com postura ética;
  • Produzir vídeos educativos ou informativos;
  • Utilizar IA generativa para personalizar o aprendizado.

A aplicabilidade prática está diretamente ligada à autonomia digital, à capacidade de resolver problemas e à adaptação às novas demandas do mercado de trabalho e da educação.

Importância na educação escolar

A escola é um dos principais espaços para o desenvolvimento do letramento digital. Como destaca Silva (2024), práticas pedagógicas alinhadas às tecnologias digitais promovem uma aprendizagem mais significativa e contextualizada.

A Política Nacional de Educação Digital (PNED), aprovada em 2023, reforça esse papel ao propor ações para garantir o acesso, a formação e o uso ético das tecnologias nas escolas brasileiras (Neves; Spósito, 2025).

Ética no uso das tecnologias

O uso ético das tecnologias digitais é um dos pilares do letramento digital. Isso inclui:

  • Respeito à privacidade e aos direitos autorais;
  • Combate ao discurso de ódio e à desinformação;
  • Consciência sobre os impactos sociais da tecnologia;
  • Reflexão crítica sobre os algoritmos e seus vieses.

Nessa perspectiva, como aponta Silva e Bellas (2024), a formação docente deve incluir discussões sobre ética digital, para que os professores possam orientar seus alunos com responsabilidade e sensibilidade para o uso das tecnologias digitais.

Letramento para o uso de IA generativa

Com o avanço das ferramentas de inteligência artificial generativa, como assistentes de texto e imagem, surge, então, a necessidade de um novo tipo de letramento: o letramento em IA.

Esse letramento envolve compreender como a IA funciona, avaliar criticamente seus resultados e utilizá-la de forma ética e pedagógica. Valério e Santos Filho (2024) destacam que a IA pode ser uma aliada na personalização do ensino, desde que usada com consciência e responsabilidade por professores e alunos.

Referências

  1. LIMA, Luciana Tener et al. Letramento digital e inclusão na educação: perspectivas para o ensino de jovens e adultos. IOSR Journal of Business and Management, v. 27, n. 1, p. 50-54, jan. 2025. Disponível em: https://www.iosrjournals.org/iosr-jbm/papers/Vol27-issue1/Ser-4/H2701045054.pdf. Acesso em: 30 set. 2025.

  2. SILVA, Marcos Augusto da; BELLAS, Hugo Cesar. Letramento e tecnologias digitais no trabalho docente: uma revisão de literatura. Revista EDaPECI, v. 24, n. 3, 2024. Disponível em: https://periodicos.ufs.br/edapeci/article/view/21036. Acesso em: 30 set. 2025.

  3. SILVA, Vitor Hugo Ribeiro Anacleto da. Letramento digital na educação: práticas pedagógicas, competências, desafios e novas tecnologias. Cadernos de Pós-graduação, v. 23, n. 2, 2024. Disponível em: https://periodicos.uninove.br/cadernosdepos/article/view/27357. Acesso em: 30 set. 2025.

  4. NEVES, Ogaciano dos Santos; SPÓSITO, Marcos André Fernandes. Política Nacional de Educação Digital: letramento e cidadania para educação integral. Educação e Pesquisa, v. 51, 2025. Disponível em: http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-97022025000100805. Acesso em: 30 set. 2025.

  5. VALÉRIO, Erison de Moraes; SANTOS FILHO, José Matias dos. Letramento em Inteligência Artificial: uma reflexão a partir do guia da UNESCO. Revista Tópicos, 2024. Disponível em: https://revistatopicos.com.br/artigos/letramento-em-inteligencia-artificial-uma-reflexao-a-partir-do-guia-da-unesco-sobre-competencias-em-ia-para-professores. Acesso em: 30 set. 2025.



*Este conteúdo foi desenvolvido com apoio da IA generativa da Microsoft Copilot.

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